Pela defesa de São Paulo no pacto federativo
Defender os interesses do estado de São Paulo está na agenda da candidatura de Gerson Pires a deputado estadual em São Paulo pelo Partido NOVO, número 30111. Para que São Paulo tenha mais recursos disponíveis sem criar novos impostos, Gerson Pires propõe lutar por um pacto federativo mais justo, simplificação fiscal para manter as empresas no Estado, ampliar o incentivo aos municípios bem geridos e pela integridade nos órgãos estaduais.
O que é o pacto federativo
O Pacto Federativo é o conjunto de regras constitucionais que define como o poder, as obrigações (oferta de serviços públicos) e o dinheiro (arrecadação de impostos) são divididos entre a União, os Estados e os Municípios no Brasil. Cada ente é autônomo e tem suas competências. Por exemplo: a Constituição define que o município é o principal responsável pela educação infantil e atenção básica à saúde; o Estado pelo ensino médio e segurança pública; e a União pela defesa nacional e diretrizes macroeconômicas. O Pacto está ancorado no art. 1º e detalhado no art. 18 da Constituição Federal.
Já a partilha fiscal é o pilar que mais gera tensões políticas. O pacto define quem cobra cada imposto (há o ISS municipal, o ICMS estadual e o IR federal) e as regras de como os recursos são redistribuídos, por meio de fundos como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Prefeitos e governadores argumentam que há um desequilíbrio fiscal, ou seja, que a União concentra a maior parte da arrecadação de impostos (mais de 60%), enquanto as despesas mais pesadas e diretas para o cidadão (como abrir vagas em escolas e manter hospitais rodando) recaem sobre os orçamentos locais.
São Paulo é o Estado que mais concentra arrecadação federal: em 2024, respondeu por 39,1% do total nacional, segundo a Receita Federal. A cada R$ 100 recolhidos em tributos federais em São Paulo, o Estado recebe cerca de R$ 10 em repasses federais, segundo levantamento do RealTime1 com base em dados do Confaz. O restante fica retido pela União para sustentação da máquina pública federal e redistribuição regional.
O Fundo de Participação dos Estados (FPE) é o principal mecanismo da União para distribuir arrecadação de impostos federais (IR e IPI) aos estados. Por ter como meta a redução das disparidades socioeconômicas regionais, a fórmula favorece estados de menor renda per capita. Como São Paulo tem uma renda per capita mais alta, recebe a menor cota do Fundo, apenas cerca de 1%.
É preciso, porém, levar em conta alguns fatores importantes: sendo o centro financeiro do país, São Paulo tem uma arrecadação inflada pela sede das empresas; há gastos que são feitos diretamente pelo Governo Federal no Estado; e a indústria do Estado também se beneficia do maior poder de compra do restante do país.
Segundo os números mais recentes, de 2024, a situação atual é: o território paulista respondeu por mais de R$ 1 trilhão em arrecadação federal, mas o Estado recebeu R$ 1,57 bilhão por meio do FPE, seu principal fundo de participação constitucional.
- O estado de São Paulo alcançou um recorde histórico em arrecadação tributária em 2024, de R$ 275 bilhões, segundo a Secretaria de Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP).
- Segundo o relatório consolidado da Receita Federal de 2024, o Estado de São Paulo foi responsável por recolher R$ 1.036,6 bilhões (39,1%) do total nacional de R$ 2.652,7 bilhões em receitas federais.
- No mesmo ano, o Estado recebeu R$ 1,57 bilhão do Fundo de Participação dos Estados (1,05% do FPE nacional) e os municípios paulistas receberam R$ 23,56 bilhões do Fundo de Participação dos Municípios (13,3% do FPM nacional), segundo o Tesouro Nacional. Somados, R$ 25,1 bilhões: cerca de R$ 2,40 para cada R$ 100 arrecadados no Estado.
As quatro propostas de Gerson Pires para a defesa de São Paulo
Gerson Pires defende a revisão do pacto federativo para reduzir a desigualdade tributária e propõe, no âmbito estadual, regimes de simplificação fiscal para conter a saída de empresas, incentivo à boa gestão municipal e mais controles anticorrupção.
17 · Fim da injustiça fiscal (Pacto Federativo)
Lutar pela revisão do Pacto Federativo para que São Paulo pare de enviar R$ 100 em impostos para Brasília e receba apenas R$ 10 de volta.
A situação atual. O território paulista envia mais de R$ 1 trilhão para sustentar a União, mas recebe menos de R$ 2 bilhões de volta por meio do seu principal fundo de partilha constitucional.
O que a candidatura de Gerson Pires a deputado estadual propõe? Articular a bancada paulista, aprovar moções e representar o Estado na defesa da revisão.
18 · Apoio ao setor produtivo
Criar regimes de simplificação fiscal para conter a fuga de empresas paulistas, protegendo o empreendedor.
A situação atual. Segundo o Mapa de Empresas, o Estado de São Paulo registrou o fechamento de quase 270 mil empresas apenas nos quatro primeiros meses de 2025, um aumento de 23% em relação ao terceiro quadrimestre de 2024. Embora o estado de São Paulo ainda abra o maior número absoluto de CNPJs no país, o estado registrou o menor crescimento percentual de aberturas de empresas do Brasil (apenas 28,9%). Além disso, o Estado de São Paulo, sozinho, respondeu por cerca de 70% de toda a perda de musculatura industrial do Brasil entre 1985 e 2022.
O que a candidatura de Gerson Pires a deputado estadual propõe? Criação de lei estadual no âmbito do ICMS e das obrigações acessórias estaduais.
19 · Ampliação do Incentivo de Gestão Municipal
Garantir mais recursos aos municípios paulistas com controle fiscal e contas em ordem, incentivando boas práticas.
A situação atual. O repasse é feito pela Cota-Parte do ICMS e não possui nenhum mecanismo estruturado que premie a saúde financeira da prefeitura. 25% de todo o ICMS arrecadado vai para os municípios, distribuído a partir de critérios populacionais, econômicos, de educação, meio ambiente, arrecadação e área cultivada.
O que a candidatura de Gerson Pires a deputado estadual propõe? Ampliar o repasse estadual a municípios com contas em ordem, premiando controle fiscal e boas práticas de gestão, por meio de lei estadual e emenda ao orçamento.
20 · Compliance na Administração Pública
Aplicar aos órgãos estaduais regras de ética e conduta alinhadas à iniciativa privada, protegendo São Paulo da corrupção.
A situação atual. O Estado de São Paulo já conta com a Controladoria-Geral do Estado (CGE-SP), criada em 2021, com a Lei Anticorrupção e Compliance nas Estatais e com um Código de Ética e Comissão de Ética (CEP). O Estado também conta com controle externo exercido pelo Tribunal de Contas e, desde 2023, com um Programa de Proteção a Denunciantes. A proposta de Gerson Pires é ampliar os mecanismos de integridade, ética, conflito de interesses e transparência nos órgãos estaduais.
O que a candidatura de Gerson Pires a deputado estadual propõe? Por meio de lei estadual, aplicar aos órgãos estaduais regras de integridade, ética e conduta alinhadas às da iniciativa privada: canal de denúncia, código de conduta, controle de conflito de interesses e transparência ativa. A proposta tem ligação direta com a agenda de dados abertos e transparência da chapa no município, consolidada na Lei municipal 17.901/2023, de autoria de Cris Monteiro.
O que depende do Congresso e o que depende da Alesp
- Congresso Nacional: revisão do pacto federativo, regras de repartição de receitas, tributos federais. Um deputado estadual não vota isso; pode articular e pressionar.
- Assembleia Legislativa de São Paulo: ICMS e obrigações acessórias estaduais, orçamento do Estado, repasses estaduais a municípios, regras de integridade dos órgãos estaduais.
Como conferir
As principais informações desta página devem ser conferidas diretamente nas fontes listadas abaixo. Veja também como conferir qualquer candidato, de graça, nas bases oficiais.
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